Depoimentos
Beneficiárias
Ivoneide
“Graças a Deus o meu brechó tem ido muito bem, porque eu sei diferenciar as coisas, né? E graças a Deus o custo que eu vendo não é tão caro também. E lá onde eu moro, eu boto na rua, na calçada e eu tenho as vendas muito boas. Eu vendo muito bem. Deu para a gente já ter uma renda melhor. eu achei muito bom, o meu movimento e o meu lucro”.
Adriana
“Meu brechó tem impactado positivamente minha vida, porque ele trouxe uma renda melhor para a minha família e isso contribuiu para o meu filho concluir a faculdade dele. Eu não conhecia nada de brechós, mas hoje eu tenho uma lojinha montada. Tem peças importadas, vestidos que valem 7, 8 mil reais, de grife internacional. E para mim foi muito gratificante vir para esse brechó. A gente fez três anos agora no brechó. O dinheiro vai para a água, vai para a luz, vai para o gás, vai para a manutenção do meu filho na faculdade, como eu falei, ele acabou de concluir e isso ajudou bastante. Na alimentação também… então muito obrigada!”
Sandra
“Muito importante os brechós na minha vida, porque quando eu comecei, eu estava num tratamento… estava e estou, contínuo, mas estava na fase mais pesada do tratamento de câncer de mama. E aí era a única renda que eu tinha no momento, os brechós. E assim, foi muito impactante para mim. Mudou em tudo porque só entrou na minha vida para somatizar”.
Silvia Helena
“Participo do projeto Brechó Comunitários há quase três anos. E para mim tem sido bastante valioso, porque eu não tinha renda nenhuma, só mesmo uma coisinha aqui, outra acolá. E tem sido ótimo para mim porque eu tenho o meu saldo positivo, não dependo de ninguém para nada. E fora isso, as peças são de boa qualidade, temos boas parceiras, amigas que nos dão atenção, o companheirismo, o cuidado com a gente, nos ensinando como manter o nosso brechó em evidência, como vendas, recebimento de peças de qualidade e outras e outras coisas que vem agregando o nosso dia a dia”.
Agentes Territoriais
Socorro
“E esse dinheiro tá sempre voltado para a família, nunca é para fora disso. Sempre é para a família. Elas são responsáveis por todas as crianças. Desde o início da Ser Ponte, eu vejo que essa renda básica transforma a vida dessas mulheres, sabe?”
Raphael Montag
“A Ser Ponte chega como um apoio que ajuda muito as famílias. É claro que o auxílio muitas vezes é usado para questões básicas, mas acaba servindo para o restante, para que essas famílias tenham novas perspectivas”.
Pessoas Voluntárias
Laís
“Escolhi ser voluntária na Ser Ponte por me identificar com a sua missão e acreditar no trabalho que vem sendo feito. Hoje, me sinto feliz por poder contribuir com as famílias alcançadas”.
Ezequiel
“Ser Ponte é escolher apoiar dezenas de mulheres que diariamente cuidam de suas famílias e dos seus lares, enfrentam cotidianamente o desafio de ser um corpo marginalizado e com cargas difíceis de carregar. Estar na Ser Ponte é lutar por direitos básicos” -,
Carol
“Na Ser Ponte trabalhamos essencialmente com mulheres em situação de vulnerabilidade. Como feminista, acredito que é o meu deve sair da fala e transformar a vontade em algo concreto”.
Camile
“Eu sei que não é o meu papel tentar ocupar um lugar de vazio que a abstenção do Estado deixou. Por mais que seja pequeno o que eu faço, é também gigante, porque a esperança é revolucionária. A Ser Ponte, desde o início, me ajuda a lembrar da humanidade que existe em mim, mesmo dentro de um sistema que tenta o tempo todo desumanizar todos que fazem parte dele”.
Bárbara Monte
“Lá no começo, a gente sempre entendeu que o caminho tinha que ser coletivo. A gente ficaria muito mais fragilizado se não tentasse fazer nada. Eu espero que as pontes continuem se fortalecendo e fazendo o que as pontes fazem, né? Que é manter vínculo, ter contato, permitir uma resistência à individualização e à desumanização. Tentar assegurar a garantia de direito através de segurança alimentar, através de saúde, através de diversas outras ações”.
Clarissa
“O que me chamou a atenção na Ser Ponte foi a articulação política e a reivindicação por direitos sem se desprender da realidade e da emergência do agora. Me chamou atenção sua atuação com a luta por moradia, pelos direitos humanos, pela infância, tudo a partir de uma escuta das periferias e de demandas que se mostravam populares”.